Mexer em espinha pode gerar problema de visão
18/06/2010 17:26:31
Não resistir ao aperto daquele pontinho branco inflamado, que incomoda no rosto, pode ter como consequência sérios problemas de visão. A unha suja em contato com o ponto inflamado pode resultar em uma celulite orbitária.
A oftalmologista Camila Severa explica que uma celulite orbitária é uma inflamação dos tecidos ao redor dos olhos (órbita), sendo que os casos mais comuns envolvem somente as pálpebras. Quando os sinais de presença da celulite orbitária se manifestam é preciso procurar atendimento médico, pois o ritmo da sua evolução vai depender do comportamento da bactéria que a causou, e às vezes é rápido.

Causas
A médica comenta que as causas deste problema são muitas, que vão desde um trauma ocular ou mesmo uma espinha mexida sem higiene adequada. “Geralmente as celulites orbitárias ocorrem após um hordéolo - popularmente conhecido como terçol”, acrescenta oftalmologista. Até uma cárie na arcada superior pode provocar o problema: “Como são estruturas vizinhas, a inflamação pode se estender até o olho. Nestes casos, a celulite é mais profunda e pode comprimir o nervo ocular, causando baixa de visão - que pode ser irreversível”, alerta. “Os casos que evoluem para o comprometimento neurológico e perda de visão são raros, mas acontecem se o paciente não for tratado”, diz Camila.
Essas patologias podem gerar uma celulite orbitária em virtude de estarem associadas aos principais agentes deste problema: bactérias. A evolução de um diagnóstico de celulite orbitária é tão grave que diante da sua presença confirmada, o médico determina internação imediata com tratamento a base de antibióticos e antinflamatórios.

Sintomas
Dor ocular com inchaço palpebral, vermelhidão, edemas, olho saltado, dificuldades para abrir e movimentar os olhos, e amaurose (perda parcial ou total da visão) com comprometimento do nervo ocular são sinais de celulite orbitária que incomodam demais seus portadores.

Tratamento
Segundo a oftalmologista, o tratamento é com antibióticos. Nos casos mais superficiais, via oral. Já nos casos mais graves, antibioticoterapia intravenosa e manejo cirúrgico de abcessos gerados pela celulite.